No coração de Roma, ergue-se o túmulo de Marco Virgilio Eurysaces, um ex-escravo que conseguiu mudar de vida e construir fama e fortuna como padeiro. Feito no século I a.C., o monumento chama atenção pelas formas curiosas, mas principalmente pela ideia por trás dele: celebrar o pão e quem o faz. As cavidades circulares remetem ao processo de fazer a massa, e no friso estão retratadas as etapas da panificação. O monumento conta a ascensão social de Eurysaces, ex-escravo que se tornou rico graças à sua profissão. Mais do que um túmulo, é quase uma autobiografia em pedra — o registro orgulhoso de quem transformou o próprio trabalho em identidade e memória duradoura.